Fusão de Sadia e Perdigão fortalece nova empresa no mercado internacional
Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - A Brasil Foods, empresa resultante da fusão da Sadia e Perdigão, em operação anunciada hoje (19), foi criada com objetivo de ser uma companhia com força para abrir as portas do mercado externo. “O projeto é de uma grande empresa, que tivesse musculatura para competir em nível internacional”, disse o presidente da Sadia, e copresidente da Brasil Foods, Luís Fernando Furlan.
A combinação dos mercados, onde já estão presentes as duas companhias originais, permitirá que a nova empresa comece suas atividades atuando em 110 países, com a previsão de exportar cerca de 42% da produção.
Os mercados dos Estados Unidos e da China são os próximos alvos da nova empresa, de acordo com o presidente da Perdigão, e também copresidente da Brasil Foods, Nildemar Sanches. “Nos Estados Unidos, nós vamos fazer um esforço para superar as barreiras protecionistas”, afirmou.
Atualmente, o Oriente Médio é o maior consumidor externo dos produtos tanto da Sadia como da Perdigão. Os países dessa região absorvem as exportações de 26% e 27% das duas empresas, respectivamente. O segundo maior destino é a Europa, com 22% de participação nas vendas externas de ambas companhias.
Em relação à participação das empresas originais na Brasil Foods, ficou acertado um percentual de 32% para os acionistas da Sadia e de 68% para os controladores da Perdigão. O conselho será formado por representantes de ambas companhias e copresidido por Luís Fernando Furlan e Nildemar Sanches. Entre os dois maiores acionistas da Brasil Foods está o fundo de pensão da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) e a família Furlan, com aproximadamente 12% de controle acionário, cada um.
Para capitalizar a nova empresa será feita uma oferta pública de ações em julho, com o objetivo de captar R$ 4 bilhões. Atualmente a nova empresa acumula uma dívida líquida de R$ 10 bilhões, segundo informações divulgadas durante o anúncio da fusão. De acordo com Nildemar Sanches, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) demonstrou interesse de participar da operação.
A fusão das duas empresas ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
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